Manaus registrou 6.177 casos de malária com local provável de infecção no município até 23 de outubro de 2026, segundo dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Entre os casos identificados, 62 ocorreram em gestantes, 498 em idosos e 702 em crianças.
O cenário acompanha a ampliação da rede municipal de diagnóstico e tratamento, que atualmente conta com 81 estabelecimentos. São 43 pontos distribuídos pelos distritos de saúde da zona urbana e 38 na área rural. A Prefeitura prevê elevar esse número para 106 unidades no primeiro semestre de 2027 e alcançar toda a rede municipal até o fim do próximo ano.
Concentração dos registros
A maior concentração dos casos está no Distrito de Saúde Leste, principalmente nas regiões dos ramais do Brasileirinho e do Puraquequara. De acordo com a Semsa, a expansão da ocupação humana em áreas próximas à mata tem contribuído para o aumento da exposição ao mosquito transmissor.
Também há registros de transmissão nas zonas Norte, Leste e Oeste, especialmente em locais próximos a áreas de mata e igarapés. A secretaria informa que a infecção ocorre principalmente em áreas rurais e periurbanas, que fazem a transição entre a cidade e os ambientes de floresta.
A malária é causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada de fêmeas infectadas de mosquitos do gênero Anopheles, conhecidos como mosquitos-prego. Segundo a Prefeitura, a transmissão costuma aumentar no Amazonas durante o verão amazônico, especialmente entre junho e setembro, período em que também cresce a frequência da população a balneários, sítios e áreas próximas à mata.
Atendimento na rede municipal
A oferta do diagnóstico na área urbana considera que os sintomas podem aparecer dias depois da exposição, quando a pessoa já retornou para casa. Febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza, náuseas e vômitos estão entre os sinais associados à doença, que nem sempre se manifestam ao mesmo tempo.
Pessoas com sintomas sugestivos, especialmente após frequentarem áreas rurais, balneários, sítios ou regiões de mata, podem solicitar diretamente o exame na recepção das unidades que oferecem o serviço. A consulta médica prévia não é necessária para pedir o teste. O diagnóstico pode ser feito por teste rápido ou pelo exame de gota espessa.
Em caso de resultado positivo, o usuário é encaminhado para avaliação e início do tratamento, fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A estratégia da Semsa busca permitir que o tratamento comece em até 48 horas após o surgimento dos sintomas.
Expansão prevista para 2027
O planejamento municipal prevê que as unidades dos Distritos de Saúde Norte e Oeste tenham cobertura integral para diagnóstico e tratamento no primeiro semestre de 2027. Na segunda metade do ano, a expansão deve avançar nos Distritos Leste e Sul.
A implementação envolve a capacitação de profissionais da recepção, enfermagem, medicina, farmácia e gestão. A Semsa também incluiu o exame de malária na rotina do pré-natal, mesmo para gestantes sem sintomas, com o objetivo de identificar infecções assintomáticas e reduzir o risco de complicações durante a gravidez.
Entre as medidas individuais recomendadas pela secretaria estão o uso de repelente, roupas de mangas compridas e calças em áreas de transmissão, além da redução da exposição aos mosquitos nos horários de maior atividade, no início da manhã e no fim da tarde.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus









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