O Amazonas estabeleceu, por meio de decretos, a proibição do uso do fogo por 120 dias em todo o estado durante o período de estiagem. A medida prevê exceções estabelecidas em lei e integra as ações estaduais de resposta aos incêndios florestais e aos efeitos da baixa dos níveis dos rios.
Também foram decretadas situações de emergência por 180 dias nas áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o Amazonas em razão da estiagem. Segundo o Governo do Estado, as medidas permitem ampliar as ações de resposta e recuperação.
Municípios afetados
Boletim divulgado pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais aponta que 146.425 famílias foram atingidas pelo desastre de estiagem. A Defesa Civil informa que 47 municípios estão em situação de emergência e outros 15 permanecem em alerta.
O monitoramento da qualidade do ar realizado na manhã de sexta-feira (30/10) classificou Parintins como o município com a pior condição, na categoria “péssima”. Barreirinha, Iranduba, Itapiranga, Maués e São Sebastião do Uatumã apresentaram qualidade “muito ruim”. Manaus ficou na faixa “ruim”, junto com outros oito municípios.
Combate a incêndios
O Governo do Amazonas informou que cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, participam da operação de combate às queimadas e aos efeitos da estiagem. O trabalho conta com 18 aeronaves: 16 do Governo Federal e duas do governo estadual.
Entre 1º de junho e 29 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas contabilizou 3.921 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. As equipes também atuaram no combate a 24.390 focos de incêndio, sendo 4.748 na capital e 19.642 no interior.
O estado informou a contratação de mais 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé, além da entrega de viaturas, picapes com kits de combate a incêndios e equipamentos multimissão. A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, a Amazonas+Verde realiza ações em 33 e a Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com drones e viaturas conectadas à internet via Starlink.
Distribuição de ajuda
Na área de assistência, Anamã e Rio Preto da Eva receberam, em 27 de outubro, mais de 13 toneladas de alimentos. Os dois municípios devem receber, juntos, 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água de 500 litros.
A primeira fase da Operação Estiagem 2026 soma 4.800 cestas básicas, 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água. O governo informou que as ações continuarão conforme o monitoramento das condições hidrológicas e as demandas municipais.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação/Secom









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