Amazônia

No Juventude TEA, atendimento envolve adolescentes, equipe e familiares, diz diretor

Unidade estadual em Manaus acompanha 250 pessoas de 12 a 18 anos e combina terapias, atividades de autonomia e orientação às famílias.
No Juventude TEA, atendimento envolve adolescentes, equipe e familiares, diz diretor
Foto: Divulgação/Secom-AM

O acompanhamento oferecido pelo Centro de Atenção Integral Juventude TEA, em Manaus, é organizado em torno dos adolescentes atendidos, da equipe multiprofissional e dos familiares, segundo o diretor-executivo da unidade, Juliano Botero. O centro atende 250 pessoas de 12 a 18 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e realizou mais de 20 mil atendimentos e consultas em sete meses de funcionamento.

Atendimento além da clínica

Localizada no bairro São Geraldo, na zona centro-sul da capital, a unidade dispõe de salas para terapias e de uma casa funcional destinada às chamadas Atividades de Vida Diária (AVD). Nesse espaço, os adolescentes praticam tarefas domésticas e o preparo de alimentos.

O trabalho também inclui ações relacionadas à comunicação, à socialização, à confiança e à expressão. As famílias recebem acolhimento e orientação durante o acompanhamento. Para Botero, a terapia precisa considerar a rotina fora da unidade e o convívio no domicílio.

Apresentações como parte das atividades

Uma das iniciativas realizadas pelo centro foi um show de talentos com participação de adolescentes, familiares e profissionais. Os participantes cantaram, tocaram instrumentos e se apresentaram diante do público. De acordo com o Governo do Amazonas, a atividade levou para outro ambiente habilidades trabalhadas nas terapias.

Ádria Luandra, de 12 anos, tocou um instrumento escolhido por ela. A mãe, Adriana dos Santos, afirmou que a filha tinha dificuldade para conversar e interagir antes de iniciar o acompanhamento. Segundo Adriana, a adolescente passou a fazer amizades e a participar mais das atividades.

Flávia Raquel, de 14 anos, também cantou na apresentação. A mãe, Amanda Costa da Silva, relatou que a filha era reservada e passava boa parte do tempo isolada no quarto. Conforme o depoimento, depois do início do acompanhamento, Flávia passou a interagir mais e a estar mais presente na escola.

Durante o show, Flávia afirmou que começou a falar mais com as pessoas e a ter menos medo de se expressar. Ela contou ainda que tinha receio de errar no palco, mas decidiu continuar a apresentação.

Autonomia no cotidiano

As atividades da unidade também são associadas pelas famílias a situações do dia a dia. Ione da Silva, mãe de Asafe, de 14 anos, disse que o filho passou a cumprimentar pessoas, abraçar, acompanhá-la ao shopping e ir a um mercado para comprar pão sozinho. Asafe participou do show interpretando Michael Jackson.

Inaugurado pelo governador Roberto Cidade em 9 de abril, o Juventude TEA dá continuidade ao acompanhamento especializado durante a adolescência, com atividades voltadas ao desenvolvimento, à autonomia e à inclusão social.

Fonte: Governo do Amazonas.

Foto: Divulgação/Secom-AM

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