A Prefeitura de Manaus estuda instalar novos sensores em pontos estratégicos da capital para ampliar o acompanhamento da qualidade do ar durante períodos de maior presença de fumaça. Atualmente, o monitoramento é feito em dois locais por meio do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), via termo de cooperação técnica.
Os equipamentos estão instalados na sede da Defesa Civil Municipal, no bairro Compensa, zona Oeste, e no ramal do Brasileirinho. A equipe técnica da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec) acompanha os dados para identificar alterações na concentração de material particulado, incluindo partículas provenientes da fumaça de queimadas.
Dados são usados em ações preventivas
As informações obtidas pelos sensores auxiliam o acompanhamento de riscos ambientais e podem subsidiar a emissão de alertas e a divulgação de orientações à população. Os dados também apoiam o trabalho do Núcleo de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (NumaDec), que acompanha cenários de risco e analisa informações ambientais.
Segundo o secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil Municipal, coronel Lima Júnior, a fumaça que chega a Manaus está relacionada principalmente a queimadas registradas em municípios próximos e também em outros Estados. Ele citou localidades situadas na direção nordeste da capital, como Itacoatiara e Autazes.
O sistema organiza os resultados em cinco faixas de classificação, apresentadas com apoio de um sistema de cores. De acordo com Guilherme Figliuolo, chefe da Divisão de Suporte da Defesa Civil, concentrações de até 25 são consideradas boas. Entre 25 e 50, a classificação é moderada; de 50 a 75, ruim; de 75 a 125, muito ruim; e acima de 125, péssima.
Índices registrados em Manaus
Em dias recentes, pontos da capital foram enquadrados na faixa considerada “péssima”. Conforme a Prefeitura, os medidores registraram uma média de 401,4 µg/m³ na manhã de sábado do último fim de semana, em um dos piores índices de qualidade do ar identificados em Manaus nos últimos anos.
A Defesa Civil informou que as ações preventivas relacionadas à qualidade do ar são realizadas em conjunto com outras instituições. Lima Júnior citou as secretarias municipais de Saúde e Educação, além da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da UEA, como parceiras no trabalho.
A possível ampliação da rede ainda está em fase de estudo. Na divulgação, não foram informados o número de novos equipamentos, os locais escolhidos, o prazo para instalação ou os custos da expansão. Segundo Lima Júnior, a inclusão de mais pontos permitiria orientar a população de forma mais específica sobre os riscos associados à qualidade do ar.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus







Comentários